terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Capítulo 1 - Constituição: Doutrina e Membresia

CAPÍTULO 1
CONSTITUIÇÃO: DOUTRINA E MEMBRESIA
PREÂMBULO
A. ARTIGOS DE RELlGIÂO
B. MEMBRESIA E ALIANÇA
*******
Capítulo 1
Constituição: Doutrina e Membresia
PREÂMBULO

Art. 100. Para que possamos sabiamente preservar e passar à posteridade a herança da doutrina e dos princípios do viver cristão a nós transmitidos como evangélicos de tradição Arminio-Wesleyana, assegurar a ordem da igreja por meio de princípios e políticas eclesiásticas sadios e preparar o caminho para a evangelização do mundo, e para a mais eficaz cooperação com outros ramos da Igreja de Cristo no avanço do Reino de Deus na terra, nós, pastores e membros da Igreja Metodista Livre Internacional, de acordo com o processo constitucional, pela presente, ordenamos, estabelecemos e apresentamos a Constituição da Igreja Metodista Livre Internacional.

A. ARTIGOS DE RELIGIÃO:
Deus:
Santíssima Trindade

Art. 101.
Há um só Deus vivo e verdadeiro, criador e conservador de todas as coisas. Na unidade Divina há três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esses três são um em eternidade, deidade e propósito; são eternos e com poder, sabedoria e bondade infinitos. [Gn 1:1-2; Ex 3:13-15; Dt 6:4; Mt 28:19; Jo 1:1-3; 5:19-23; 8:58; 14:9-11; 15:26; 16:13-15; 2 Co 13:13]

O Filho:
Sua Encarnação

Art. 102.
O próprio Deus estava em Jesus Cristo para reconciliar as pessoas consigo. Concebido pelo Espírito Santo, nascido da Virgem Maria, Ele uniu a deidade de Deus com a humanidade do homem. Jesus de Nazaré era Deus em carne humana, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Ele veio para nos salvar. O Filho de Deus, sofreu por nós, foi crucificado, morto e sepultado. Ele entregou Sua vida como um sacrifício imaculado por nossos pecados e transgressões. Agradecidos, reconhecemos que ele é nosso Salvador, o único Mediador perfeito entre Deus e as pessoas. [Mt 1:21; 20:28; 26:27-28; Lc 1:35; 19:10; Jo 1:1, 10. 14; 2 Co 5:18-19; Fp 2:5-8; Hb 2:17; 9:14-15]

O Filho:
Sua Ressurreição e Exaltação

Art. 103.
Jesus Cristo ressuscitou vitoriosamente dentre os mortos. Seu corpo ressurreto tornou-se mais glorioso sem o impedimento das limitações humanas. Desta forma, Ele subiu ao céu. Ali está como o Senhor, exaltado, à destra de Deus-Pai, onde intercede por nós até que todos os Seus inimigos venham a ser totalmente sujeitados a Ele. Ele voltará para julgar todas as pessoas. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai. [Mt 25:31-32; Lc 24:1-7, 39; Jo 20:19; At 1:9-11; 2:24; Rm 8:33-34; 2 Co 5:10; Fp 2:9-11; Hb 1:1-4]

O Espírito Santo:
Sua Pessoa:

Art. 104.
O Espírito Santo procede do Pai e é um com Deus e com Jesus Cristo, igual em deidade, majestade e poder. Ele age na criação, na vida e na Igreja. A encarnação e o ministério de Jesus Cristo foram consumados pelo Espírito Santo. Ele continua a revelar, interpretar e glorificar o Filho. [Mt 28:19; Jo 4:24; 14:16-17, 26; 15:26; 16:13-15]

O Espírito Santo:
Sua Obra na Salvação

Art. 105.
O Espírito Santo é o administrador da salvação preparada pelo Pai e providenciada pela morte, ressurreição e ascensão do Filho. É Ele que nos convence do nosso pecado e que nos proporciona a regeneração, a santificação e a glorificação. Através dEle, o Filho habita no crente garantindo a segurança da salvação e a capacitação para servir a Deus na expansão do Seu Reino. [Jo 16:7-8; At 15:8-9; Rm 8:9, 14-16; 1 Co 3:16; 2 Co 3:17-18; Gl 4:6]

O Espírito Santo:
Seu Relacionamento com a Igreja

Art. 106.
O Espírito Santo é dado à Igreja pelo Pai e pelo Filho. Para a Igreja, Ele é a sua vida e o seu poder para testemunhar. Ele confere o amor de Deus e torna real o senhorio de Jesus Cristo no crente, para que tanto seus dons de palavra quanto os de serviço possam efetuar o bem comum, edificando e fazendo crescer a Igreja. Em relação ao mundo, Ele é o Espírito da verdade e o Seu instrumento é a Palavra de Deus. [At 5:3-4; Rm 8:14; 1 Co 12:4-7; 2 Pe 1:21]

As Escrituras: Sua Autoridade

Art. 107.
A Bíblia é a Palavra de Deus escrita, inspirada de forma singular pelo Espírito Santo. Ela dá testemunho inerrante sobre Jesus Cristo, a Palavra Viva. Como atestado pela igreja primitiva e por Concílios subseqüentes, ela é o registro digno de confiança da revelação de Deus, completamente verdadeira em tudo o que afirma. Ela foi fielmente conservada e comprova a sua veracidade na experiência humana.

1. As Escrituras chegaram a nós através de autores humanos que escreveram, movidos por Deus, nas línguas e formas literárias das suas respectivas épocas. Deus continua, pela iluminação do Espírito Santo, a falar através dessa Palavra, para cada geração e cultura.

2. A Bíblia tem autoridade sobre toda a vida humana. Ela ensina a verdade sobre Deus, Sua criação, Seu povo, Seu único Filho e o destino da humanidade. Ela também ensina o caminho da salvação e a vida de fé. Tudo o que não se encontra na Bíblia, nem se pode provar por ela, não pode ser requerido como artigo de fé nem como necessário para a salvação. [Dt 4:2; 28:9; Sl 19:7-11; Jo 14:26; 17:17; Rm 15:4; 2 Tm 3:14-17; Hb 4:12; Tg 1:21]

Art. 108. O Antigo Testamento não é contrário ao Novo. Ambos os Testamentos carregam o testemunho da salvação de Deus em Cristo; ambos falam da vontade de Deus para o Seu povo. As antigas leis cerimoniais e rituais e os preceitos civis para a nação de Israel não são exigidos dos cristãos de hoje. Mas, ao exemplo de Jesus, temos o dever de obedecer aos mandamentos morais do Antigo Testamento.
Os livros do Antigo Testamento são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juizes, Rute, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis. 1 Crônicas, 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Ester, Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão, Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. [Mt 5:17-18: Lc 10:25-28; Jo 5:39, 46-47; At 10:43; Gl 5:3-4; 1 Pe 1:10-12]

O Novo Testamento

Art. 109.
O Novo Testamento cumpre e interpreta o Antigo Testamento. Ele é o registro da revelação de Deus em Jesus Cristo e no Espírito Santo. É a palavra final de Deus a respeito do ser humano, do pecado, da salvação, do mundo e seu destino.
Os livros do Novo Testamen;o são: Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos, Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 Tessalonicenses, 2 Tessalonicenses, 1 Timóteo, 2 Timóteo, Tito, Filemom, Hebreus, Tiago, 1 Pedro, 2 Pedro, 1 João, 2 João, 3 João, Judas e Apocalipse. [Mt 24:35; Mc 8:38; Jo 14:24; Hb 2:1-4; 2 Pe 1 :16-21; 1 Jo 2:2-6; Ap 21:5; 22:19]

O SER HUMANO
Pessoas Moralmente Livres

Art. 110.
Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem, inocentes, moralmente livres e responsáveis para escolher entre o bem e o mal, o certo e o errado. Pelo pecado de Adão, os seres humanos, como descendentes dele, são corrompidos na sua própria natureza, de modo que, desde o nascimento, estão inclinados a pecar. São incapazes, pela sua própria força e obras, de restaurarem a si mesmos num relacionamento correto com Deus, ou de merecerem a salvação eterna. Deus, o Todo Poderoso, providencia todos os recursos da Trindade para tornar possível ao homem responder à Sua graça, pela fé em Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Pela graça e ajuda de Deus, as pessoas são capacitadas a fazerem boas obras por livre vontade. [Gn 1:27; Sl 51:5; 130:3; Rm 5:17-19; Ef 2:8-10]

A Lei da Vida e do Amor

Art. 111.
A lei de Deus para toda a vida humana, tanto pessoal como o social, se expressa em dois mandamentos divinos: amar ao Senhor Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo. Esses mandamentos revelam o que é melhor para o ser humano no seu relacionamento com Deus, com as outras pessoas e com a sociedade. Eles mostram os princípios do dever humano, tanto para a ação individual como a social. Eles reconhecem a Deus como o único Soberano. Todas as pessoas foram criadas por Ele à Sua imagem e têm os mesmos direitos inerentes, sem distinção de sexo, raça ou cor. Portanto, eles devem obediência absoluta a Deus nos seus atos individuais, sociais e políticos. Devem se empenhar para garantir a todos o devido respeito para com a sua pessoa, para com os seus direitos e para com a sua maior felicidade, na aquisição e no exercício do seu direito, dentro dos limites da lei moral. [Mt 22:35-40; Jo 15:17; Gl 3:28; 1 Jo 4:19-21]

Boas Obras

Art. 112.
As boas obras são fruto da fé em Jesus Cristo, mas não podem nos salvar dos nossos pecados nem do juizo de Deus. Como expressão da fé e do amor cristão, nossas boas obras, executadas com reverência e humildade, são aceitáveis e agradáveis a Deus. Porém, as boas obras não nos tornam merecedores da graça de Deus. [Mt 5:16; 7:16-20; Rm 3:27-28; Ef 2:10; 2 Tm 1:8-9; Tt 3:5]

A SALVAÇÃO
O Sacrifício de Cristo

Art. 113.
Cristo ofereceu definitivamente o sacrifício suficiente e perfeito pelos pecados do mundo inteiro. Nenhum outro sacrifício pelo pecado é necessário; nenhum outro pode redimir. [Lc 24:46-48; Jo 3:16; At 4:12; Rm 5:8-11; Gl 2:16; 3:2-3; Ef 1:7-8; 2:13; Hb 9:11-14. 25-26; 10:8-14]

A Nova Vida em Cristo

Art. 114.
Uma nova vida e um relacionamento correto com Deus tornam-se possíveis através dos atos redentivos de Deus em Jesus Cristo. Deus, pelo Seu Espírito, age para conceder-nos vida nova e colocar-nos num relacionamento com Ele, à medida em que nos arrependemos e a nossa fé reage positivamente à Sua graça. A justificação, a regeneração e a adoção são termos que falam significativamente sobre a entrada para essa nova vida e a continuidade nela. [Jo 1:12-13; 3:3-8; At 13:38-39; Rm 8:15-17; Ef 2:8-9; Cl 3:9-10]

Justificação

Art. 115.
Justificação é um termo legal que enfatiza que, pelo nosso novo relacionamento em Jesus Cristo, somos de fato tidos como justos, sendo libertos tanto da culpa como da condenação dos nossos pecados. (Sl 32:1-2; At 10:43; Rm 3:21-26, 28; 4:2-5; 5:8-9; 1 Co 6:11; Fp 3:9]

Regeneração

Art. 116.
Regeneração é um termo biológico que ilustra o fato de que, pelo nosso novo relacionamento com Cristo, realmente temos nova vida e nova natureza espiritual, capaz de crer, de amar e de obedecer a Cristo Jesus como Senhor. O crente é nascido de novo e é uma nova criatura. A vida antiga fica para trás e a nova vida se inicia. [Ez 36:26-27; Jo 5:24; Rm 6:4; 2 Co 5:17; Ef 4:22-24; Cl 3.9-10; Tt 3:4-5; 1 Pe 1:23]

Adoção

Art. 117.
Adoção é um termo filial, cheio de calor, amor e aceitação, mostrando que, pelo nosso novo relacionamento em Cristo, nós nos tornamos Seus filhos amados, libertos da escravidão do pecado e de Satanás. Os crentes têm o testemunho do Espírito de que eles são filhos de Deus. [Rm 8:15-17; Gl 4:4-7; Ef 1:5-6; 1 Jo 3:1-3]

A Inteira Santificação

Art. 118.
A inteira santificação é aquela obra do Espírito Santo, subseqüente à regeneração, pela qual o crente plenamente consagrado, ao confiar no sangue remidor de Cristo, é purificado, naquele momento de todo o pecado interior e é poderosamente capacitado para servir a Deus. O relacionamento resultante é atestado pelo testemunho do Espírito Santo e é mantido pela fé e pela obediência. A inteira santificação capacita o crente para amar a Deus de todo o seu cora­ção, toda a sua alma, força e mente, e a seu próximo como a si mesmo e o prepara para um maior crescimento na graça de Deus. [Lv 20:7-8; Jo 14:16-17; 17:19; At 1:8; 2:4; 15:8-9; Rm 5:3-5;8:12-17; 12:1-2; 1 Co 6:11; 12:4­11; Gl 5:22-25; Ef 4:22-24; 1 Ts 4:7; 5:23-24; 2 Ts 2:13; Hb 10:14]

Restauração

Art. 119.
O cristão pode manter-se num relacionamento crescente com Jesus como Salvador e Senhor. Porém, ele pode entristecer o Espírito Santo nos relacionamentos da sua vida, sem voltar à escravidão do pecado. Quando isso acontece, ele deve aceitar humildemente a correção do Espírito Santo, confiar na advocacia de Jesus e corrigir esses relacionamentos.

O cristão pode deliberadamente pecar e cortar seu relacionamento com Cristo. Mesmo assim, pelo arrependimento diante de Deus, o perdão é concedido e o relacionamento com Cristo restaurado, pois nem todo pecado é o pecado contra o Espírito Santo e, portanto, imperdoável. A graça de Deus é suficiente para aqueles que verdadeiramente se arrependem e, capacitados por Deus, corrigem suas vidas. Tal perdão, porém, não outorga ao crente a liberdade de pecar e escapar das conseqüências do pecado.

Deus concedeu à Igreja a responsabilidade e o poder para restaurar o crente penitente através da repreensão, do conselho e da aceitação, feitos em amor. [Mt 12:31-32; 18:21-22; Rm 6:1-2; 816:1; 1 Jo 1:9; 2:1-2; 5:16-17; Ap 2:5; 3:19-20]

A IGREJA
Sua Essência

Art. 120.
A Igreja é criada por Deus. Ela é o povo de Deus. Cristo Jesus é o seu Senhor e Cabeça. O Espírito Santo é a sua vida e o seu poder. Ela é tanto divina como humana, celeste como terrestre, ideal como imperfeita. Ela é um organismo dinâmico e não uma instituição imutável. Ela existe para cumprir os propósitos de Deus em Cristo. O seu ministério visa a salvação das pessoas. Cristo amou a Igreja e entregou-Se a Si mesmo por ela para que fosse santa e sem mácula. A Igreja é uma comunidade dos remidos e dos em remissão, pregando a Palavra de Deus e ministrando os sacramentos conforme a instrução de Cristo. A Igreja Metodista Livre Internacional se propõe a representar o que a Igreja de Jesus Cristo deve ser na terra. Portanto, ela requer compromissos específicos em relação à fé e à vida dos seus membros. Nas suas exigências, ela procura honrar a Cristo e obedecer à Palavra escrita de Deus. [Mt 16:15-18; 18:17; At 2:41-47; 9:31; 12:5; 14:23-26; 15:22; 20:28; 1 Co 1:2; 11:23; 12:28; 16:1; Ef 1:22-23; 2:19-22; 3:9-10; 5:22-23; Cl 1:18; 1 Tm 3:14-15]

A Linguagem do Culto

Art. 121.
Conforme a Palavra de Deus e o costume da igreja primitiva, as reuniões públicas de culto e oração e a ministração das ordenanças devem ser realizadas no idioma que o povo compreenda. A Reforma aplicou esse princípio, tendo em vista o uso do idioma do povo. É evidente, também, que o apóstolo Paulo coloca a sua ênfase mais forte numa linguagem racional e inteligível no culto. Não podemos concordar com as práticas que claramente violam esses princípios biblicos. [Neemias 8:5, 6, 8; Mt 6:7; 1 Co 14:6-9. 23-25]

Ordenanças

Art. 122.
O Batismo Cristão e a Ceia do Senhor são as ordenanças à Igreja, feitas por Cristo. Elas não são meios de graça, mas tornam públicas a nossa profissão da fé cristã e sinais do ministério gracioso de Deus para conosco. Através delas, Deus atua em nós para vivificar, fortalecer e confirmar a nossa fé. [Mt 26:26-29; 28:19; At 22:16; Rm 4:11; 1 Co 10:16-17; 11:23-26; Gl 3:27]

Batismo Cristão

Art. 123.
O Batismo Cristão é uma ordenança à Igreja ministrado aos crentes e significa a aceitação dos benefícios da expiação efetuada por Jesus Cristo. É uma declaração que o crente faz de sua fé em Jesus Cristo como Salvador.

O Batismo Cristão é símbolo da nova aliança da graça, do mesmo modo que a circuncisão era símbolo da velha aliança. [Jo 3:5; At 2:38, 41; 8:12-17; 9:18; 16:33; 18:8; 19:5; 1 Co 12:13; Gl 3:27-29; Cl 2:11-12; Tt 3:5]

Ceia do Senhor

Art. 124
. A Ceia do Senhor é uma ordenança que confirma a nossa redenção, efetuada pela morte de Cristo. Para aqueles que O recebem, dignamente e com fé. Participar do pão que partimos significa participar do Corpo de Cristo e, semelhantemente, o cálice da bênção do qual bebemos, significa participar do sangue de Cristo. A Ceia do Senhor é também um sinal do amor e da unidade que os cristãos têm entre si.

Cristo, segundo a Sua promessa, está realmente presente na Ceia do Senhor. Mas o Seu Corpo é oferecido, recebido e comido tão somente de um modo celestial e espiritual. Nenhuma mudança se efetua nos elementos; o pão e o vinho não são literalmente o corpo e o sangue de Cristo; nem estão o corpo e o sangue de Cristo literalmente presentes com ou nesses elementos. Os elementos nunca devem ser considerados como objetos de veneração. O corpo de Cristo é recebido e comido por fé. [Mc 14:22-24; Jo 6:53-58; At 2:46; 1 Co 5:7-8; 10:16; 11:20. 23-29]

AS ÚLTIMAS COISAS

Reino de Deus

Art. 125.
O Reino de Deus é um tema biblico central que dá aos cristãos tanto a sua missão como a sua esperança. Jesus anunciou a presença do Reino. O Reino se concretiza no presente, à medida em que o reinado de Deus se estabelece nos corações e nas vidas dos crentes. A Igreja, por suas orações, exemplo e proclamação do Evangelho, é o instrumento de Deus apropriado e autorizado para edificar o Seu Reino.

Mas o Reino também é futuro e está relacionado com a volta de Cristo, quando o juízo final virá sobre a presente ordem. Os inimigos de Cristo serão subjugados; o reinado de Deus será estabelecido; uma renovação cósmica total que é tanto material quanto moral, há de ocorrer; e a esperança dos redimidos será plenamente realizada. [Mt 6:10, 19-20; 24:14; At 1:8; Rm 8:19-23; 1Co 15:20-25; Fp 2:9-10; 1Ts 4:15-17; 2Ts 1 :5-12; 2Pe 3:3-10; Ap 14:6; 21:3-8; 22:1-5. 17]

Volta de Cristo

Art. 126.
A volta de Cristo é certa e pode acontecer a qualquer momento. Não cabe a nós saber a hora. Na sua volta, Ele cumprirá todas as profecias concernentes à Sua vitória final sobre todo o mal. A atitude do crente é de expectativa jubilosa, vigilância, prontidão e diligência. [Mt 24:1-51; 26:64; Mc 13:26-27; Lc 17:26-37; Jo 14:1-3; At 1:9-11; 1Ts 4:13-18; Tt 2:11-14; Hb 9:27-28; Ap 1:7; 19:11-16; 22:6-7, 12, 20]

Ressurreição

Art. 127.
Haverá uma ressurreição corporal dentre os mortos, tanto dos justos como dos injustos; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição da condenação. O corpo ressurreto será um corpo espiritual, mas a pessoa será íntegra e identificável. A ressurreição de Cristo é a garantia da ressurreição para a vida daqueles que estão nEle. [Jo 5:28-29; 1Co 15:20, 51-57; 2Co 4:13-14]

Juizo Final

Art. 128.
Deus já fixou o dia em que Ele há de julgar o mundo em justiça, de acordo com o Evangelho e os atos do ser humano nesta vida. [Mt 25:31-46; Lc 11:31-32; At 10:42; 17:31; Rm 2:15-16; 14: 10-11; 2Co 5:6-10; Hb 9:27-28; 10:26-31; 2Pe 3:7]

Destino Final

Art. 129.
O destino eterno do ser humano é determinado pela graça de Deus e pela aceitação da mesma pelas pessoas e não por decretos arbitrários de Deus. Para os que confiam nEle e obedientemente seguem a Jesus como Salvador e Senhor, haverá um céu de glória eterna e a bênção da presença de Cristo. Mas para os que permanecem impenitentes, haverá um inferno de sofrimento eterno e de separação de Deus. [Mc 9:42-48; Jo 14:3; Hb 2:1-3; Ap 20:11-15; 21:22-27]

Art. 130. As doutrinas da Igreja Metodista Livre Internacional baseiam-se nas Sagradas Escrituras e derivam de todo o contexto bíblico. As referências abaixo de cada parágrafo são passagens referentes aos artigos apresentados. Elas estão relacionadas em sua seqüência bíblica e não abrangem todas as referências bíblicas que existem sobre os respectivos assuntos.


B. MEMBRESIA
Requisito, direitos e demissões

Art. 131.
Os privilégios e requisitos do membro pleno são constitucionais. Portanto, mudanças nos mesmos somente poderão ser efetuadas por emenda feita pela Convenção Geral das Igrejas Metodistas Livres Internacional. Nada deve ser incluído no ritual de recepção de membros que seja contrário às seguintes definições das condições e dos privilégios do membro.

Art. 132. Os requisitos para membro pleno são:

1. O batismo cristão; a profissão de uma experiência pessoal da regeneração; um voto de buscar diligentemente a inteira santificação, se essa experiência não tenha sido alcançada.

2. A aceitação dos Artigos de Religião, da orientação para a vida cristã contida no Compromisso de Membro e da autoridade do Livro de Disciplina em questões de governo da igreja, quando neste assunto não conflitar com as leis civis.

3. O compromisso de sustentar a igreja, de viver em comunhão com seus membros e de procurar glorificar a Deus em tudo.

Art. 133. Os direitos do membro pleno são: participar integralmente de todos os departamentos e ministérios que a Igreja oferece; bem como participar da Ceia do Senhor.

Art. 134. Perde-se o direito de ser membro da igreja somente nos casos de:

1. Demitir-se voluntariamente.
2. Tornar-se membro de outra denominação, de uma seita ou de uma sociedade secreta.
3. Ser excluído pela Junta de Oficiais mediante recomendação pastoral.
4. Negligenciar persistentemente o relacionamento com a igreja ausentando-se das atividades e programas da Igreja por mais de seis meses ou a critério da Junta de Oficiais.

COMPROMISSO DE MEMBRO
OS PRIVILÉGIOS E AS RESPONSABILIDADES

Art. 135.
Ser membro da igreja é um alto privilégio e uma grande responsabilidade. Cremos que o Compromisso que se exige dos membros está de acordo com o ensino da Palavra escrita de Deus. A fidelidade a esse compromisso é a evidência do membro como indivíduo de seu desejo de manter-se reconciliado com Jesus Cristo como seu Senhor, de glorificar a Deus, de levar adiante a causa de Deus na terra, de preservar a unidade do Corpo de Cristo e de ter amor para com a comunidade da Igreja Metodista Livre Internacional.

Art. 136. Quando o membro não cumpre o seu compromisso e habitualmente viola seus votos, será da responsabilidade do pastor e dos membros apontarem a falha e procurarem restaurá-lo em amor. Se, depois de tomadas essas providências, o membro ainda negar seu compromisso, deverá ser excluído do rol de membro pleno da igreja pela Junta de Oficiais.

Art. 137. Os membros da Igreja Metodista Livre Internacional, confiando na capacitação que vem da parte do Espírito Santo e buscando o apoio dos outros membros, fazem a seguinte confissão e as seguintes promessas, como um compromisso com o Senhor e com a igreja.

A CONFISSÃO E O COMPROMISSO

Art. 138.
Confessamos Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Pela fé, andamos com Ele. Nós nos comprometemos a conhecê-lo na plenitude da sua graça santificadora.

QUANTO A DEUS

Art. 139.
Como povo de Deus:

1. Nós O reverenciamos e adoramos.
2. Nós nos comprometemos a cultivar hábitos da devoção cristã, nos submetendo à mútua prestação de contas, praticando orações particulares e em grupo, estudando as Escrituras e participando do culto público e da Ceia do Senhor.
3. Nós nos comprometemos a observar o Dia do Senhor separando­o para adoração, renovação e serviço.
4. Nós nos comprometemos a dar nossa lealdade a Cristo e à igreja, rejeitando qualquer aliança que comprometa nosso compromisso cristão.

Isso faremos, pela graça e pelo poder de Deus.

QUANTO A MIM E AOS OUTROS

Art. 140.
Como povo de Deus:

1. Nós vivemos vidas íntegras e santas e mostramos misericórdia a todos, ministrando tanto às suas necessidades físicas, como às espirituais.
2. Nós nos comprometemos a ficar livres de atividades e atitudes que corrompem a mente e prejudicam o corpo ou que promovam isso.
3. Nós nos comprometemos a respeitar o valor de todas as pessoas como sendo criadas à imagem e semelhança de Deus.
4. Nós nos comprometemos a nos esforçarmos para sermos justos e honestos em todos os nossos relacionamentos e negócios.

Isso faremos, pela graça e pelo poder de Deus.

QUANTO ÀS INSTITUIÇÕES DE DEUS

Art. 141.
Como povo de Deus:

1. Nós honramos e apoiamos as instituições ordenadas por Deus, a saber: a família, a Igreja e
o Estado.
2. Nós nos comprometemos a honrar a santidade do casamento e da família.
3. Nós nos comprometemos a valorizar e a criar nossos filhos, conduzindo-os à fé em Cristo.
4. Nós nos comprometemos a sermos cidadãos responsáveis e a orarmos por todos quantos lideram.

Isso faremos pela graça e pelo poder de Deus.

QUANTO À IGREJA

Art. 142.
Como povo de Deus:

1. Nós expressamos a vida de Cristo no mundo.
2. Nós nos comprometemos a contribuir para a unidade da igreja, cultivando a integridade, o amor e a compreensão em todos os nossos relacionamentos.
3. Nós nos comprometemos a praticar o princípio da mordomia cristã para a honra de Deus e o crescimento da igreja.
4. Nós nos comprometemos a ir ao mundo e fazer discípulos.

Isso faremos pela graça e pelo poder de Deus.

Nenhum comentário: