CAPÍTULO 3
A VIDA CRISTÃ
A. Da Experiência Cristã
B. Da Conduta Cristã
C. Da Comunidade Cristã
D. Do Culto Cristão
PREÂMBULO
Art. 300 — A vida cristã pode ser conscientemente experimentada porque ela é um relacionamento entre pessoas: o Deus pessoal e os seres humanos criados à Sua semelhança. Cada pessoa é confrontada por esse Deus pessoal e o resultado desse confronto depende principalmente da forma como a pessoa reage.
Em amor, Deus providenciou plenamente a salvação para toda a humanidade. Contudo, somente aqueles que respondem em arrependimento e fé podem experimentar a Sua graça como uma realidade redentiva.
Deus lida com todos como pessoas livres e responsáveis. Por isso, Ele não somente oferece a Sua graça para que a aceitem livremente, como também Se revela e torna conhecida a Sua vida a todo que nEle deposita sua confiança. A experiência real da salvação em Jesus Cristo se manifesta numa consciência viva do Seu amor e da Sua comunhão.
Aqueles que são justificados pela fé experimentam a paz de Deus. Quando o Seu Espírito Santo vem ao coração, há alegria. A presença do Espírito Santo habitando em nós é a confirmação do nosso relacionamento com Deus como Seus tilhos amados.
Art. 301 - O Despertamento para Deus
As Escrituras ensinam que o ser humano é corrupto em todos os aspectos de sua natureza e que se desviou para longe da retidão original. Os efeitos escravizantes dos pecados cometidos se somam à depravação comum ao ser humano devido à Queda. Ele é incapaz, por si mesmo, de se chegar a Deus. Mas Deus, na Sua infinita graça, busca a cada pecador.
Deus toma a iniciativa de tornar os pecadores cientes da sua carência espiritual usando a Sua Palavra, a revelação em Jesus Cristo, a proclamação do Evangelho pela Igreja, o testemunho das pessoas e as circunstâncias da vida. Por esses meios, o Espírito Santo desperta os pecadores para as suas necessidades e para a verdade do Evangelho (Jo 16.8,13). Depois de despertados, eles precisam tomar uma decisão: ou rejeitam o chamado de Deus ou voltam-se para Deus em arrependimento e fé.
Art. 302 - O Arrependimento e a Restituição
Alguém despertado pelo Espírito Santo quanto à sua condição de pessoa perdida diante de Deus, poderá voltar-se para Ele. Desde que "todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Rm 3:23), todos precisam se arrepender a fim de entrar num relacionamento correto com Deus.
O arrependimento requer uma mudança sincera e completa de pensamento. Arrepender-se é virar as costas para o pecado com genuína tristeza e voltar-se submissamente para Deus, confessando o seu pecado. A pessoa é envolvida integralmente: vontade, sentimento e mente.
O arrependimento é mais do que sentir remorso por ter praticado o mal ou ficar triste por ter sido apanhado em pecado. É uma tristeza pessoal por ter cometido pecado contra Deus. O arrependimento exige uma reviravolta radical contra o pecado e uma volta sincera para Deus. O resultado é um relacionamento com Cristo que proporciona a salvação.
O arrependimento sincero conduz à renovação moral, freqüentem ente evidenciada por atos de restituição, ou seja, o esforço para corrigir os erros sempre que for possível. Esses atos, como no caso de Zaqueu, são, sem dúvida, frutos apropriados do arrependimento (Lc 3.8; 19.8). Contudo, nem o arrependimento e nem a restituição podem salvar sem a fé em Cristo (Rm 5.1).
Art. 303 - A Confiança
Confiar é ter fé em Deus a ponto de depender totalmente dEle (2 Co 3.4-5; 1Tm 4.10). Confiar inclui uma plena aceitação das promessas de Deus, uma completa dependência do sacrifício de Cristo para a salvação e uma submissão incondicional à vontade de Deus. A graça e as bênçãos de Deus estão à disposição daqueles que se voltam para Ele com firme confiança na Sua integridade, no Seu amor e no Seu poder.
Os cristãos experimentam o cuidado amoroso de Deus e a Sua direção, à medida em que eles confiam nEle e O seguem (Ef 3.12). Quando eles pensam que são suficientes por si próprios, frustram-se ao tentar fazer por si mesmos aquilo que Deus quer fazer por eles. A auto-suficiência é incompatível com a perfeita confiança (1Tm 6.17).
Art. 304 - A Certeza de Salvação
Deus dá certeza de salvação e paz no coração a todos que se arrependem e põem nEle sua fé (Rm 5.1-2). O Espírito Santo testifica aos seus próprios espíritos que eles estão perdoados dos seus pecados e que foram adotados na família de Deus (Rm 8.16).
O cristão tem paz com Deus através de Jesus Cristo porque a sua culpa foi retirada e o temor do juízo final removido (Hb 6.11; 10.22). Deus continua a dar segurança aos crentes por meio das Escrituras, da presença consciente do Espírito Santo e da vivência em amor e comunhão com outros cristãos (1 Jo 3.14).
Art. 305 - A Consagração
Deus chama o Seu povo para se separar com a finalidade de cumprir a Sua vontade e propósito (Rm 6.13; 12.1). Qualquer coisa, assim separada, é considerada consagrada.
Todos os cristãos são chamados para serem santos e irrepreensíveis diante de Deus em amor (Ef 5.27). Cristo exige que Seus discípulos O sigam com a mente e com o espírito (Rm 7.24-25). Se os cristãos quiserem dar um testemunho eficaz no mundo, precisarão destacar-se pela justiça, paz, alegria, fé, esperança e amor (Jo 13.35; 14.15; Gl 5.22-24). Deus quer um povo especial para a Sua obra (Sl 100.2; Mt 16.24; Jo 17.17, Rm 8.6-9; 14.17). Ao seguir sinceramente a Cristo e ao ouvir o Espírito Santo falando através das Escrituras, o cristão sentirá a necessidade de purificação do seu pecado interior. Ele desejará sinceramente encher-se do amor de Deus e almejará um relacionamento com Cristo que satisfaça a sua mais profunda necessidade interior e que o capacite a servir e a obedecer ao seu Senhor (At 1.8; 1 Co 13.13; 14.1; Ef 5:1-14).
O cristão, portanto, precisa consagrar-se a Deus e submeter a sua vontade à do Pai Celeste (Mt 19.21). Aquele que deseja a santificação interior precisa negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir a Cristo. A devoção a si próprio é idolatria. O cristão que está dividido na sua lealdade não pode servir a Deus segura e vitoriosamente. A preeminência tem que ser dada a Cristo. Ele precisa ser o Senhor da vida do cristão (Jo 15.10; Mc 14.36; 1 Pe 1.14).
Portanto, para abrir-se para a obra santificadora do Espírito Santo, o crente precisa entregar-se sem reserva a Deus, dedicando espontaneamente tudo o que possui aos propósitos de Deus e devotar todo o seu desejo e aspiração ao serviço de Cristo, e não a si próprio (Cl 3.8-13). Nenhum cristão pode se libertar do domínio do pecado, se o seu ego tem permissão para reinar em sua vida. Ninguém pode servir a dois senhores (Mt 6.24).
Art. 306 - A Inteira Santificação
Cristo entregou-Se a Si mesmo até a morte para a purificação de Sua Igreja (Ef 5.25-27; Hb 13.12). Seus discípulos são chamados para viverem em santidade (2 Co 7.1; 1 Pe 1.15-16). Cristo providenciou, através da redenção, que o crente pudesse ser inteiramente santificado (Hb 9.13-14; 10.8-10). A santificação começa com a regeneração e resulta num relacionamento mais profundo, quando o crente é completamente purificado no coração (Sl 51.5-13; 1 Jo 1.5-2.1). Essa purificação acompanha a plenitude do Espírito Santo (Ez 36.2527; At 15.8-9). Paulo orou: "O mesmo Deus da paz, vos santifique em tudo; e o vosso espirito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Ts 5.23-24).
Deus, o Espírito Santo, é o santificador (1 Ts 4.7-8; 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2). Entrando na vida do crente na sua conversão, Ele o enche com a Sua presença quando a consagração do crente é completa, purificando-lhe o coração e capacitando-o para testemunhar e servir (Jo 3.5; At 1.8; Rm 8.9; Gl 3.3). O Espírito Santo derrama o amor de Deus no coração e na vida do cristão (Rm 5.5; 1 Jo 4.12-13).
Ao aceitar a promessa de Deus pela fé, o crente entra em um relacionamento mais profundo com Cristo (Rm 8.14-17; 2 Co 7.1; Gl 2.20; 4.6-7). Ele se torna capaz de amar a Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de toda a sua força e de toda a sua mente e ao seu próximo corno a si mesmo (Mt 22.37-40; Gl 5.25-6.2). Ele conhece uma entrega interior a toda a vontade de Deus e sua vida transforma-se de uma vida de conflito interno para uma vida de obediência com alegria (Rrn 12.1-2; Gl 5.16-25).
A santificação interior purifica o cristão do pecado e o livra da idolatria de si mesmo (1 Co 3.16-17; 6.15-20; 1 Pe 3.2-3). Quando ele é purificado, torna-se perfeito, não em desempenho, mas em amor (Mt 5.43-48; Hb 6.1; 12.14; 1 Jo 4.12-13).
Art. 307 - O Crescimento em Cristo
O cristão tem um novo relacionamento com Deus e uma nova vida em Cristo pelo poder do Espírito Santo. A alegria dessa nova vida em Cristo poderá, por um tempo, obscurecer a necessidade de crescer em Cristo, ou seja, de buscar a maturidade cristã. O novo cristão precisa escolher fundamentalmente entre crescimento e declínio.
A Bíblia é o manual de crescimento do cristão. Ela deve ser tomada seriamente, lida e estudada para ser entendida. Deus fala através das suas páginas ao cristão, quando este está pronto para ouvir. O valor e o significado da vida são encontrados nesse livro. As Escrituras são um meio de purificação e de mudança de atitudes e ações.
O cristão em crescimento está cada vez mais sensível tanto ao bem quanto ao mal, aprendendo constantemente a distinguir entre os dois. O Espírito Santo o guiará em harmonia com as Escrituras. Ele deverá estar atento às diretrizes do Espírito, resistindo imediatamente à tentação e respondendo ao chamado de Deus para um viver mais elevado.
A maturidade envolve desenvolvimento pessoal que resulta num crescente respeito por si mesmo e pelos outros. O respeito pelos outros necessita do respeito a si mesmo. Os dez mandamentos, resumidos em dois por Jesus, ensinam a natureza do respeito no crescimento moral da pessoa. A qualidade do relacionamento do cristão com os outros afeta a qualidade da sua própria vida. O crescimento em Cristo requer prontidão para restaurar os relacionamentos tanto com Deus como com os outros (Tg 5.16).
O crescimento em Cristo envolve responsabilidade pelo bemestar de outros, todos igualmente amados por Deus e criados à Sua imagem. Os cristãos precisam amar e ser amados. O seu amor é expresso tanto por seus atos de amor genuíno quanto por suas palavras pessoais de testemunho de que Cristo é a encarnação do amor de Deus e o Salvador do mundo.
O amadurecimento em Cristo deve desenvolver suficiência para a vida e uma preocupação pela transformação do mundo, de acordo com a vontade de Deus. Esperando em Deus e sustentado pelo Espírito Santo, o cristão substituirá as atitudes de derrota e futilidade por atitudes de coragem e confiança (Fp 4.8).
A oração é um meio indispensável de crescimento à semelhança de Cristo. Na oração, o cristão fala e escuta, confessa e adora, pede e agradece. Ela deve ser como uma conversa, evitando frases e entoações artificiais. A oração sincera muda o suplícante e, muitas vezes, as circunstâncias (Tg 5.16). A Bíblia ensina que as orações, tanto as individuais como as em grupo, são eficazes para aqueles que estão em Cristo. A oração nos leva além de nós mesmos e enfatiza a nossa dependência de Deus. Tanto a oração como o estudo da Bíblia devem ser constantes, sem se transformarem em meros rituais (Sl 119.11, 105).
O cristão em crescimento encontra, na comunhão dos crentes, um ambiente apropriado para o seu crescimento espiritual. Ele não vive de modo independente, separado do Corpo de Cristo. A adoração exige uma atitude correta para com Deus e envolve a participação ativa do crente. Ele precisa preparar a sua mente e o seu espírito para se comunicar com Deus. O seguidor sincero de Cristo dirige-se a Deus em louvor, ações de graça, dedicação, confissão, fé e serviço. Como parte do Corpo de Cristo, ele precisa envolver-se na adoração comunitária, tanto quanto nos outros ministérios da Igreja. O sustento material, a visão, a inspiração e a disciplina são frutos da comunhão. A participação em grupos pequenos é um meio de graça e de crescimento.
O crescimento vem com a aceitação de deveres na vida da Igreja. O Espírito Santo supre cada cristão com talentos que podem ser desenvolvidos para o bem comum. O uso desses talentos é um meio de crescimento. Deus ministra aos cristãos à medida que eles se engajam em atividades que agradam ao Senhor.
Art. 308 - Os Dons do Espírito
O Espírito Santo distribui, como Lhe apraz, dons de palavra e de serviço, para o bem comum e a edificação da Igreja. Os dons devem ser exercidos sob o senhorio de Cristo. O crente deve procurar, como a evidência do Batismo no Espírito Santo, não os dons em si mesmos, mas, sim, o Doador. Os maiores dons, todavia, devem ser aspirados acima dos menores. "Esforcem-se para ter amor. Procurem também ter dons espirituais, especialmente o de anunciar a mensagem de Deus" (1 Co 14.1).
O Apóstolo Paulo oferece diretrizes básicas, ajudando a Igreja a discernir a autenticidade dos dons do Espírito. Do caos o Espírito Santo cria ordem. Isso é verdade de Sua obra na criação, bem como na redenção. Ele nunca é autor de confusão, mas a fonte de amor, poder e moderação. Portanto, no culto público cada coisa deve ser feita corn decência e ordem. Falar ou ensinar a falar com sons não inteligiveis é incompatível com essa ordem. A linguagem do culto deve ser a linguagem do povo. Toda comunicação no culto deve ser feita com compreensão (1 Co 14.6-12).
A vida no Espírito é caracterizada pelo amor puro. Os dons do Espírito devem ser acompanhados pelo fruto do Espírito. Cada dom do Espírito é exercitado com o amor e a compaixão de Cristo. As atitudes criticas destrutivas e a divisão na Igreja são evidências da carne (Gl 5.13-15).
Art. 309 - A Cura Divina
Cremos que toda cura, seja de corpo, mente ou espírito tem sua fonte primordial em Deus "que é o Senhor de todos, que age por meio de todos e está em todos" (Ef 4.6). Ele pode curar por intermédio de cirurgia, medicamento, mudança de ambiente, aconselhamento, correção de atitudes ou através dos processos restauradores da própria natureza. Ele pode curar por meio de um ou mais dos processos acima mencionados em combinação com a oração ou por meio de uma intervenção direta em resposta à oração. As Escrituras relatam muitos casos do último tipo de cura centrados na vida e no ministério dos apóstolos e da Igreja. Em harmonia com as Escrituras, portanto, exortamos aos nossos pastores a darem oportunidade para os enfermos e aflitos virem diante de Deus na comunhão da igreja, com a firme convicção de que o Deus e Pai de Jesus Cristo não só é capaz de curar, como desejoso de fazê-la. Ao mesmo tempo, reconhecemos que, mesmo que os propósitos soberanos de Deus sejam bons e estejam voltados para uma redenção final que assegure saúde perfeita para todos os crentes, Ele poderá não conceder a cura física a todos nesta vida. Cremos que, nesses casos, Ele pode glorificar-Se através da ressurreição para a vida eterna.
Recomendamos aos pastores a que em cada reunião seja dada a oportunidade aos enfermos de receberem a oração da fé conforme Tiago 5.13-15, e receberem a unção com óleo para o cumprimento da Palavra de Deus. Recomendamos que seja usado óleo separado e dedicado para este ministério espífico sem atribuir ao óleo qualquer poder sobrenatural ou especial, pois a cura é uma intervenção divina sobrenatural exclusivamente pela graça e misericórdia de Deus.
Art. 310 - Da Conduta Cristã
Esperamos que todos os que são recebidos como membros plenos na igreja sejam bons exemplos de conduta cristã. Também reconhecemos que o crescimento na graça e conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3.18) podem levar tempo e exposição ao testemunho das Escrituras e de vidas santas, exigindo amor e paciência. Os membros da Igreja Metodista Livre Internacional procuram viver de acordo com os principios bíblicos expressos no Pacto de Membro e aplicados à vida nas seguintes afirmações:
QUANTO A DEUS
Art. 311. O Falso Culto
Jesus Cristo enfatizou o mandamento do Velho Testamento que diz, "Escute, povo de Israel O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças" (Mc 12.29-30; Dt 6.4-5). Isso impede que se preste adoração a qualquer outra pessoa, espírito ou coisa.
Nosso povo se absterá de toda prática que conduza à idolatria. Ensinos da Nova Era e práticas do ocultismo, tais como o espiritismo, a feitiçaria e a astrologia, precisam ser evitadas. Além disso, o cristão precisa guardar-se das idolatrias do coração, a saber, a adoração de coisas, de prazeres e de si próprio (1 Jo 2.16).
Art. 312. As Sociedades Secretas
1. A suprema lealdade do cristão deverá ser dada a Jesus Cristo, que é o Senhor (At 2.36; Rm 14.9). Em todas as suas associações, o cristão deverá conservar-se livre para seguir a Cristo e para obedecer à vontade de Deus (2 Co 6.14-18). Por isso, exigimos que cada membro evite compromissos solenes de fraternidade com incrédulos que possam confundir a sua identidade em Cristo e obscurecer o seu testemunho.
2. Aquelas sociedades voluntárias que exijam juramento, voto ou promessa de sigilo, ou uma contra-senha, como condição para ser membro das mesmas, são consideradas sociedades secretas. Contrário ao ensino de Cristo e do Novo Testamento, essas sociedades exigem juramentos e votos que comprometem as futuras ações daqueles que se associam a elas (Mt 5.34-37). O cristão, portanto, que presta juramento de lealdade sem reserva, a qualquer sociedade secreta, está em conflito direto com a sua rendição incondicional a Jesus Cristo como Senhor. O cristão deverá manter-se livre para seguir a vontade do Senhor em tudo.
3. A maioria das sociedades secretas é religiosa por natureza. Fazem orações, cantam hinos e os membros realizam atos de culto diante de um altar. Capelães são escolhidos para dirigir cultos e realizar funerais. Mas o culto dessas sociedades é unitariano e não cristão; sua religião é moralista e não redentiva; suas finalidades são humanistas e não evangélicas (At 4.12). Insistimos, portanto, que aqueles que são membros da nossa igreja abstenham-se de ser membros de qualquer sociedade secreta, e que aqueles que se unem à igreja e deixem de ser membros de qualquer associação, loja ou organização secreta às quais tenha previamente se associado.
Art. 313. O Dia do Senhor
Deus deixa claro nas Escrituras, quer por exemplo quer por mandamento, que um dos sete dias da semana deverá ser dedicado ao culto e ao descanso (Gn 2.2-3; Ex 20.8-11). Jesus declarou que, "O sábado foi feito para servir as pessoas, e não as pessoas para servirem o sábado" (Mc 2.27). Nós precisamos de um dia especial quando deixamos de lado o nosso trabalho e as nossas preocupações para adorar a Deus e para renovar o corpo, a mente e o espírito. O Novo Testamento nos revela que a igreja primitiva deixou de guardar o último dia da semana, o sábado judeu, para adorar a Deus, em Cristo, no primeiro dia da semana, o dia do Senhor, o dia da ressurreição.
Ao preservar o princípio do descanso no contexto do dia do Senhor, chamamos o nosso povo para fazer com que a adoração coletiva com a comunidade cristã seja a sua atividade prioritária no domingo (Hb 10.25) e a separar este dia dispondo-se a utilizá-lo na adoração, comunhão e ministérios que expressem seu louvor a Deus, alimentem sua fé em Cristo, edifiquem o Corpo de Cristo e ministrem aos necessitados ao seu redor. Exortamos nosso povo a abster-se do trabalho e do comércio desnecessários no Dia do Senhor, reconhecendo que tanto a salvação como todos os recursos da vida não vêm de nossos próprios esforços, mas através da graça, à medida em que descansamos em Deus (Is 58.13-14; Hb 4.9). Encorajamos os pastores e outros, que precisam estar envolvidos com trabalhos necessários aos domingos, a guardarem o princípio do descanso em outro dia.
QUANTO A MIM E AOS OUTROS
Art. 314 - Direitos Humanos
Como uma comunidade de fé, cremos que os seres humanos são criados à imagem de Deus e têm por isso dignidade inerente e valor intrínseco. Essa convicção forma o fundamento da nossa abordagem ao princípio da dignidade humana. A vida humana em qualquer de seus estágios é sagrada para nós, cristãos, por causa de nossa confiança de que a vida existe em relação a Deus. Além disso, toda a vida humana deve ser valorizada, respeitada e protegida em todos os seus estágios, seja nascente, madura ou senil.
Afirmamos o valor intrínseco e a dignidade inerente de cada ser humano independente de sexo, etnía, idade ou capacidade. Confessamos nossa tendência humana pecaminosa de preconceito e a rejeitamos. Clamamos a todas as pessoas em todos os lugares a respeitarem o valor de todas as pessoas e a ativamente buscarem justiça para todos.
Art. 315. A Santidade da Vida Humana - Bioética
Nossas convicções sobre o valor inerente da vida humana formam a base da nossa abordagem à bioética. Essas complexas questões bioéticas envolvem valores religiosos e morais, bem como realidades médicas e legais. Assim sendo, os cristãos não devem determinar seus direitos e privilégios somente pela extensão da permissividade da lei do Estado ou pelas possibilidades de procedimentos médicos seguros.
& 1o. Soberania de Deus.
Deus é soberano: o mundo e tudo o que nele há pertencem a Deus. Embora os eternos propósitos de Deus não sejam nunca abalados pela ação humana, ainda somos livres e responsáveis para fazer escolhas consistentes com Deus em questões de vida e morte. Os cristãos vivem a realidade de que seres humanos são criados para um propósito eterno. Ao mesmo ternpo ern que olhamos para o sofrimento humano, reconhecemos que a habilidade da tecnologia médica para por fim ao sofrimento humano é finita.
Portanto, aceitamos nossa responsabilidade de usar essa tecnologia com sabedoria e compaixão, honrando a Deus que é em última análise, soberano.
& 2o. Aborto.
A destruição intencional da vida humana é assassinato, quando qualquer grau de dolo ou egoísmo acompanha a decisão e o ato. Portanto, o aborto induzido é moralmente injustificável exceto quando o ato for decidido por pessoas responsáveis e competentes, incluindo aconselhamento cristão e profissional, com o propósito de preservar a vida da mulher grávida.
O aborto para controle de natalidade ou de população, por preferência pessoal ou conveniência, por segurança social ou econômica, deve ser considerado egoísta e de intenção má (doloso). Portanto, o aborto intencional da vida nascente, desde a sua concepção, exceto em circunstâncias extremas que requeiram o término da gravidez para salvar a vida da mulher grávida, só pode ser julgado como uma violação do mandamento de Deus: "Não matarás.".
Recomendamos que os membros da Igreja Metodista Livre Internacional ofereçam alternativas compassivas e cuidado de longo prazo a mulheres que cogitam o aborto. Recomendamos o mesmo cuidado de longo prazo a todas as pessoas impactadas por abortos anteriores. Também clamamos por apoio contínuo àqueles envolvidos na paternidade e na adoção e doação de crianças.
Embora firmemente contrários ao aborto, reconhecemos que aqueles que têm ponto de vista diferente do nosso devem ser tratados com respeito e dignidade e que o perdão de Deus é oferecido a todos.
& 3o. Eutanásia
Não há justificativa para a eutanásia ou suicídio assistido. Entendemos que quando um doente terminal pede que sua vida não seja mantida "através de meios heróicos", isso não constitui eutanásia ou suicidio assistido. Reconhecemos como permitido o uso de analgésicos e outras medicações, que carregam consigo o risco de abreviar a vida tanto quanto têm a intenção de aliviar a dor ou trazer algum outro benefício ao paciente, mais do que causar a sua morte. Reconhecemos ainda a responsabilidade dos profissionais médicos em aliviar a dor dentro desses parâmetros. Os cristãos devem desencorajar a idéia de que algumas vidas não são dignas de continuar a existir. Cremos que não existe algo como vida "inútil". O valor e a dignidade de nossas vidas repousa fundamental-mente em nosso relacionamento com um Deus que nos ama.
& 4o. Tecnologia Reprodutiva
As tecnologias reprodutivas geram um grande número de questões éticas, médicas, legais e teológicas e ao mesmo tempo oferecem esperança. O princípio fundamental, de que toda a vida humana deve ser valorizada, respeitada e protegida em todos os seus estágios deve ser cuidadosa e consistentemente aplicada a cada novo desenvolvimento. Uma teologia cristã da família deve também considerar essas decisões. Simplesmente porque uma tecnologia torna um procedimento possível e as leis civis a definem como legal, não significa que o procedimento seja moralmente aceitável.
& 5o. Outros Dilemas Éticos
Esses princípios bíblicos, que guiam nossa abordagem à bioética precisarão ser aplicadas numa base progressiva a outros dilemas éticos levantados pelos avanços da tecnologia médica. Tais dilemas éticos podem incluir, mas não ser limitados a: alocação de recursos finitos, transplante de órgãos, preocupações sobre o final da vida, engenharia genética, testes genéticos, questões sobre identidade sexual e outros.
& 6o. Sofrimento e Soberania
Embora o amor de Deus seja firme, Ele escolheu não nos proteger do sofrimento. Deus encontra-se conosco em nosso sofrimento, para confortar-nos, para formar em nós um caráter como o de Cristo e para fazer-nos instrumentos de sua cura. Doenças crônicas, diminuição de capacidade física ou incapacidade progressiva não constituem o final da vida e não devem comprometer nossa confiança em Deus.
Para o cristão, a morte não é o fim da vida, mas a transição para a eternidade. Portanto, a morte física não é o inimigo derradeiro, mas parte de nossa jornada. O amor de Deus nos sustenta em nosso sofrimento. Ele ministra a nós pessoalmente e através do ambiente curativo da comunidade cristã. A sabedoria divina face ao sofrimento vem a nós através das Escrituras, oração, aconselhamento e obra do Espírito Santo. Assim como somos consolados, somos chamados a estender o conforto de Deus àqueles que sofrem.
Art 316. A Guerra e a Paz
1. Reconhecemos a autoridade soberana do governo e o dever de todo cristão de respeitar o poder, obedecer à lei e participar com justiça na administração de uma ordem legal no país sob cuja proteção ele reside (Mt 22.21; Rm 13.1-7). Os membros da nossa igreja deverão fazer jus às responsabilidades da boa cidadania, tendo o direito de agir na execução da lei e na defesa da paz, de acordo com a consciência de cada um.
2. Cremos, todavia, que a agressão militar não se justifica como instrumento de diplomacia e estratégia nacional (Is 2.3-4). A destruição de vidas e propriedades, bem como a fraude e a violência empregadas na guerra, são contrárias ao espírito e à mente de Jesus Cristo (Is 9.67; Mt 5.44-45). Portanto, é dever de todo cristão promover a paz e a boa vontade, fomentar o espírito de compreensão e confiança mútua entre todos os povos e trabalhar com paciência pela renúncia da guerra como meio de resolver disputas internacionaís (Rm 12.18; 14.19).
3. É nossa firme convicção que ninguém do nosso povo deve ser convocado para treinamento militar ou para portar armas, exceto em tempo de perigo nacional, e que a consciência individual dos nossos membros deve ser respeitada (At 4.19-20; 5.29). Portanto, reivindicamos a isenção de todo o serviço militar para aqueles devidamente registrados como membros da igreja que, por uma questão de consciência, recusam tomar parte ativa em guerras.
Art. 317. Os Juramento Civis
O juramento vão e precipitado é proibido pelo nosso Senhor (Mt 5.34; Tg 5.12). Contudo, concordamos que a religíão cristã não proíbe o juramento quando requerido por um oficial da lei. Em todos os casos, o cristão deve falar em justiça e em verdade (Ex 20.16; Jr 4.1-2; Ef 4.25).
Art 318. O Ambiente Escolar
A Igreja Metodista Livre Internacional considera a educação da sua juventude como uma responsabilidade paterna (Dt 6.5-9; Ef 6.4). Parte dessa responsabilidade pode ser delegada às escolas públicas ou particulares, sejam elas cristãs ou seculares.
A igreja dá apoio moral às redes de ensino públicas e particulares. Todavia, reservamo-nos o direito de nossas crianças e de nossos jovens serem dispensados de participar em bailes, tarefas e outras atividades ligadas à escola que entrem em conflito com os valores morais e sociais defendidos por nossa denominação. Quando tais conflitos surgirem, pedimos que a posição acadêmica do aluno não seja prejudicada, mas que, quando for necessário, as referidas tarefas ou atividades sejam substituídas por outras igualmente apropriadas.
A igreja está preocupada que os conceitos das origens, da Criação sejam abertamente consideradas, sem preconceito, nas escolas. Existem materiais de ensino que permitem considerações científicas dos vários conceitos das origens, inclusive o da Criação Especial. Portanto, esperamos que o conceito da Criação (que todas as formas de vida e processos de vida foram criados por um Criador sobrenatural), seja apresentado junto com todos os cursos, livros texto, materiais suplementares e materiais didáticos que tratem de alguma forma da questão das origens.
Cremos que os materiais usados em salas de aula devam refletir a História com precisão, como por exemplo, na descrição das raízes religiosas de um país. Rejeitamos o revisionismo histórico que repudia ou distorce a influência religiosa. Desta maneira, desejamos colaborar para promover uma legislação e política de administração escolar que encorajem o desenvolvimento e a seleção de materiais no curso de História, que apresentem esses temas religiosos como eles ocorreram, segundo fontes históricas confiáveis.
Art 319. A Disciplina do Corpo
1. As Escrituras nos ensinam a honrar o corpo como o templo do Espírito Santo (1 Co 6.19-20). Uma das evidências da presença do Espírito na vida de alguém é o domínio próprio (Gl 5.23).
2. Os cristãos devem ser caracterizados pelo equilíbrio e moderação. Devem evitar padrões extremos de conduta. Devem, também, guardar-se de vícios e de exagêros. Por exemplo: assistir à televisão, tomar café e comer doces não são males em si mesmos, mas quando utilizados em excesso, são prejudiciais à saúde e ao testemunho.
3. Os cristãos devem caracterizar-se por uma vida disciplinada. Eles não devem se deixar envolver egoisticamente nos prazeres deste mundo. Antes, devem ter um estilo de vida simples, servindo aos outros e zelando pela sua saúde, pelo uso de seu tempo e dos outros recursos dados por Deus.
4. A Igreja Metodista Livre Internacional compromete-se a ajudar a cada cristão a alcançar essa vida disciplinada. Embora seja difícil largar hábitos prejudiciais à saúde, os crentes não devem viver amarrados em tal dependência. Eles encontram ajuda por intermédio da obra do Espírito Santo, da oração, do aconselhamento e apoio de outros cristãos.
Art. 320. O Abuso de Drogas
1. Os cristãos têm uma vida plena, abundante e liberta em Cristo Jesus (Jo 8.36; 10.10). Portanto, nosso povo abstémse de tudo o que danifica, destrói e distorce a vida de Cristo nele. As drogas ilícitas são as piores na sua agressão contra a vida humana. A maconha, a cocaína, a heroína e o crack, amplamente usadas hoje em dia, causam danos profundos às pessoas e aos seus relacionamentos. Essas drogas restringem o desenvolvimento da pessoa, danificam o corpo e reforçam uma visão ilusória da vida.
2. Nosso povo se abstém do uso de bebidas alcoólicas (Mc 12.30-31) porque Cristo nos admoesta a amar a Deus com todo o nosso ser e ao nosso próximo como a nós mesmos. O álcool, uma droga legalizada, causa danos às pessoas, às famílias e à sociedade. Ele é imprevisivelmente viciante e seus efeitos destrutivos são incalculáveis. Onde é usado, ele deixa uma trilha de casamentos rompidos, violência em família, crimes, perdas na indústria, saúde abalada, lesões físicas e morte. Como cristãos responsáveis, nosso povo pratica a abstinência para o bem da saúde, da família e do próximo. Além do mais, percebemos que as conseqüências adversas são tão difundidas na sociedade que procuramos, pela abstinência, como grupo, dar testemunho à sociedade da liberdade que Cristo oferece.
3. Nosso povo abstém-se do uso do fumo porque os cristãos devem tratar seus corpos como templos sagrados. O fumo é a principal causa de toda uma variedade de tipos de câncer e outras enfermidades e é também um vício caro e ofensivo aos outros. Os Metodistas Livres Internacional levam a sério as palavras do apóstolo Paulo: "Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele" (1 Co 6.19-20).
4. Alertamos o nosso povo contra o uso índiscriminado de remédios com ou sem receita médica porque a dependência de drogas de qualquer tipo inibe a plenitude da vida em Cristo. Embora essas substâncias possam apresentar grande valor terapêutico, os seus efeitos colaterais, a sua proliferação e a sua fácil aquisição, exigem que os cristãos fiquem atentos contra o seu abuso.
5. Aconselhamos as nossas igrejas a serem compreensivas e a apoiarem aqueles que vêm a Cristo com problemas de vício ou dependência. Cremos no poder de Cristo para libertar as pessoas (Rm 6.12; Gl 6.2). Persuadimos nosso povo a reconhecer o poder viciante do álcool, do fumo e de outras drogas e a oferecer toda e qualquer ajuda e apoio necessários quando os novos cristãos estiverem buscando uma libertação total.
6. Como evidência adicional de uma consciência despertada nosso povo se abstém do cultivo, fabricação ou venda de qualquer dessas substâncias prejudiciais.
Art. 321. A Administração dos Bens Materiais
As Escrituras ensinam o privilégio e a responsabilidade da propriedade privada. O cristão possui documentos de propriedade para suas posses conforme exige a lei civil, mas considera tudo o que tem como propriedade de Deus, confiada a ele como administrador. Embora possa acumular bens, ele não acumula para si mesmo tesouros na terra (Mt 6.16-20; Lc 12.16-21), mas dá liberalmente para as necessidades dos outros e para o ministério da igreja (2 Co 8.1-5; 9.6-13).
Art. 322 - O Jogo
O jogo é contrário à fé no Deus que governa o Universo, não pelo acaso, mas por Sua própria providência. O que se ganha pelo jogo não tem a dignidade de um salário ganho ou a honra de um presente recebido. Ele toma quantias substanciais do bolso de um vizinho sem haver uma troca justa. Por suscitar um espírito de ganância, ele destrói a iniciativa de um trabalho honesto, e freqüentemente resulta na tragédia do vício. O patrocínio de loterias por governos só agrava o problema. Por causa dos males que o jogo incita, abstemo-nos dele em todas as suas formas por uma questão de consciência e para testemunhar da liberdade que temos em Cristo.
Art. 323 - O Entretenimento
1. Orientação Geral.
Muitas formas de diversão e entretenimento (televisão, vídeos, filmes, músicas, material impresso, mídias eletrônicas como CDs, DVDs, etc.), embora não sejam más em si mesmas, podem ter conteúdo que desperte impulsos carnais, ao invés de edificar a vida no Espírito. Numa sociedade cada vez mais secular, os cristãos precisam avaliar com cuidado toda forma de entretenimento à luz de princípios bíblicos (2 Co 7.11; Gl 5.13-26; Fp 4.8; Cl 3.1-3), evitando toda forma do mal e, ao mesmo tempo, honrando a Cristo em tudo (Cl 3.17; 1 Ts 5.22).
2. Dança.
Nos Salmos, somos encorajados a louvar a Deus com cânticos, palmas, gritos, instrumentos e dança. Os cristãos em todas as épocas têm glorificado a Deus com movimentos corporais. Contudo, muitas formas modernas da dança contribuem para a vida na carne em vez da vida no Espírito. A música freqüentemente destina-se a despertar uma excitação sexual. O ambiente apóia o uso de drogas e do álcool. E os passos e as posturas assumidas na dança podem ser sexualmente provocantes. Cremos que tais atividades e seus respectivos ambientes não honram a Cristo e são contrários à admoestação da Palavra de Deus de evitar todo tipo de mal.
3. Avalie todo entretenimento.
Questões como as seguintes devem ser consideradas a respeito de qualquer forma de diversão e entretenimento: Esta atividade é compatível com o meu testemunho como cristão? Ela é coerente com uma consciência sensível ao Espírito Santo? A participação ou a observação desta atividade vai me levar à tentação? Os meus motivos são puros?
Os Metodistas Livres Internacional devem avaliar todas as formas de diversão e entretenimento à luz de padrões bíblicos de uma vida santa e abster-se daqueles que não condizem com esses padrões.
3. A Pornografia
A pornografia desperta a luxúria no coração. Ela expõe e encoraja condutas sexuais degeneradas e pervertidas tais como: o adultério, a bestialidade, o incesto, o estupro, a sodomia e a pedofilía. O seu efeito é uma decadência progressiva dos valores morais, começando com um vício, seguido de uma dessensibilização da consciência e tendendo para o extravasamento lascivo de uma conduta sexual ilegítima ou pervertida, quase sempre vitimando pessoas inocentes e ingênuas.
Para a sociedade, a pornografia é uma força degenerativa virulenta. Ela danifica e destrói. Para os cristãos, a pornografia é uma abominação que deve ser combatida por todo e qualquer meio legítimo.
Art. 324 - A Simplicidade de Vida
Enquanto os costumes e os padrões estabelecidos mudam de época para época em todo o mundo, reconhecemos que há certos princípios bíblicos que devem guiar os cristãos nas suas atitudes e na sua conduta. Tudo o que comprarmos, usarmos ou vestirmos deverá nos ajudar a ganhar outros para Cristo, edificar o Corpo de Cristo e glorificar a Cristo (1 Co 10.31-33).
Os princípios bíblicos que devem governar os cristãos nas suas escolhas e compras de qualquer bem material incluem simplicídade, modéstia, pureza, bom senso, humildade e economia. Os cristãos devem evitar extravagâncias, esforçando-se por ser representantes de Cristo, limpos, asseados, atraentes e modestos (1 Tm 2:8-10; 1 Pe 3:1-5).
O princípio de simplicidade de vida deve ser observado quando comprarmos, construirmos ou mobiliarmos uma casa, comprarmos um carro, escolhermos roupas, comprarmos alimentos e em todas as outras questões.
Art. 325 - O Empregador e o Empregado
1. Todos têm direito a um emprego remunerado e digno, independentemente do sexo, etnía, cor, nacionalidade ou credo (Rm 10.12).
2. Reconhecemos o direito que os empregados têm de se organizar com a finalidade de procurar, de modo apropriado, melhorias no trabalho, na indústria e nos negócios. Pactos secretos, com votos de sigilo ou atos de violência destinados a violar ou defender esses direitos, não podem ser admitidos.
3. Também reconhecemos o direito que a pessoa tem de permanecer independente de qualquer organização ou sindicato. É nossa firme convicção que ninguém de nosso povo deve ser obrigado a tornar-se membro ou pagar taxas de qualquer união trabalhista ou organização profissional, cujas atividades políticas violam as convicções e os valores religíosos dos membros, como expresso no Livro de Disciplina da Igreja Metodista Livre Internacional. Portanto, reivindicamos a isenção de membresia ou pagamento de taxa por nossos membros que, devido à questão de consciência, entendem que suas convicções religiosas estão em conflito com as atividades e políticas de uma determinada união trabalhista ou organização semelhante.
4. Nas relações trabalhistas, a justiça é um ingrediente indispensável no código de ética do cristão. Ela faz parte da natureza de Deus e de Sua norma para nós. A preocupação que o cristão tem pela justiça é peculiar: é primeiro um interesse de que se faça justiça e, em segundo plano, uma preocupação de obter justiça para si. Essa norma é igualmente aplicável ao empregador e ao empregado (Ef 6.5-9; Cl 3.22-4.1).
5. O cristão não deve considerar os empregadores e os empregados como adversários hostís. A desconfiança e a hostilidade não devem ser carregadas para o seu lugar de trabalho e nem para a mesa de negociação. Não há lugar na ética cristã para a exploração, nem para o uso das pessoas como meios para um fim egoísta e nem para vê-las como simples peças na máquína econômica. Não devem ser usados métodos de rígida confrontação, mas uma atitude de resolução dos problemas deve ser apoiada e implementada.
6. O nosso povo deverá se esforçar por tornar o seu testemunho eficaz onde trabalha, lembrando que o trabalhador cristão é responsável perante Deus em primeiro lugar, e depois perante seu patrão e sua organização (Mt 7.12; Cl 3.17).
QUANTO ÀS INSTITUIÇÕES DE DEUS
Art. 326 - A Cidadania Cristã
O cristão é cidadão do Reino de Deus e deste mundo. Ele recebe benefícios e assume responsabilidades de ambos os relacionamentos. Sua lealdade fundamental é para com Deus, mas isso não o isenta de responsabilidades para com o seu próprio país, quando essas não entrarem em conflito com os ensinamentos claros das Escrituras (Rm 13.1-7). Ele deve orar por "todos os que têm autoridade” (1 Tm 2.2) e deve ser obediente a "toda autoridade humana, por causa do Senhor” (1 Pe 2.13). Ele deve participar ativamente na vida cívica, envolvendo-se em esforços construtivos para o melhoramento dos padrões sociais, culturais e educacionais (Mt 5.13-16), opondo-se às influências degradantes (2 Pe 2.4-10) e exercendo o seu direito de voto.
Art. 327 - O Casamento, o Divórcio e o Novo Casamento
A Igreja Metodista Livre Internacional reconhece o casamento e a família como instituições ordenadas por Deus. Por ser a igreja a personificação da "família de Deus," a conduta dentro da família da igreja deve refletir a conduta esperada na família humana. Assim sendo, as diretrizes de conduta são apresentadas aqui para ajudar na manutenção da saúde e santidade do casamento, da família e da família da igreja.
& 1o. A Natureza do Casamento.
Na criação, Deus instituiu o casamento para o bem-estar da humanidade (Gn 2.20-24; Mc 10.6-9). O casamento é a união de um só homem com uma só mulher num relacionamento vitalício que as Escrituras chamam de "uma só carne." Nessa união ambos mantêm as suas identidades individuais, porém as subordinam ao relacionamento maior, que é o casamento.
O casamento é o único contexto apropriado para a intimidade sexual. As Escrituras exigem pureza antes e fidelidade durante o casamento. Elas condenam todo comportamento sexual não natural como incesto, abuso sexual de crianças, atividade homossexual e prostituição (1 Co 6.9; Rm 1.26-27).
O casamento, portanto, deve ser protegido e apoiado tanto pela Igreja como pela sociedade. Isso requer votos públicos. Não basta um casal viver junto num compromisso particular. Eles deverão fazer um pacto diante de Deus e do Estado.
& 2o. O Apoio a Casamentos e Famílias Saudáveis.
O povo Metodista Livre Internacional deve assumir a aliança do casamento em oração. De acordo com o mandamento apostólico (2 Co 6.14), esperamos que os metodistas livres internacional se casem somente com crentes. Antes do casamento, todos devem receber aconselhamento de seus líderes cristãos. Jovens que planejam casar-se devem procurar o consentimento de seus pais. Nossos pastores não oficiarão o casamento de qualquer menor de idade, a menos que os pais ou tutores estejam presentes ou tenham dado o seu consentimento por escrito, e que estejam presentes pelo menos duas testemunhas que conheçam o casal.
Requeremos que as nossas igrejas providenciem materiais apropriados às várias faixas etárias para a educação sexual e para a preparação ao casamento. Os pastores devem dar a todos os noivos, orientação pré-nupcial, utilizando materiais em harmonia com o ensino da denominação. Também encorajamos as igrejas locais a oferecerem seminários e retiros para fortalecer os casamentos e edificar lares cristãos.
& 3o. Valor e Educação das Crianças.
A Igreja Metodista Livre Internacional deseja estar interativamente envolvida com os pais no ensino e educação de todas as crianças nos fundamentos da fé cristã. É o propósito da família humana e da família de Deus, oferecer um ambiente onde adultos e crianças possam crescer juntos em amor a Deus e amor uns para com os outros (Dt 11.18-19; Joel 1.3).
Por causa do valor que Jesus demonstrou pelas crianças (Mt 19.14), nossas igrejas fazem dos ministérios com crianças e jovens uma prioridade. O ministério focaliza não só o conduzir os jovens à fé em Jesus Cristo, mas também envolvê-los na membresia da igreja e no ministério.
& 4o. A Cura para Casamentos e Famílias em Crise.
A igreja reconhece que os efeitos de um casamento em crise não estão limitados ao casal, mas também às crianças, pais, irmãos e família da igreja. A igreja sensível a Deus tem recursos espirituais para todos aqueles que direta ou indiretamente foram afetados pelo casamento em crise. Os recursos principais são o poder renovador do Espírito Santo e da Palavra, a oração e os conselhos e o apoio. Através do ministério da igreja, Deus pode trazer a cura e a reconciliação.
A violência doméstica, seja emocional ou física, aumenta numa sociedade decadente e certamente também ocorre em famílias da igreja. Freqüentemente essa violência põe em risco a segurança de um cônjuge ou dos filhos e pode ameaçar até a própria vida deles. Os membros da família assim ameaçados precisam de apoio e cura tanto espirituais como emocionais (MI 2.13-16).
& 5o. A Separação.
Quando uma situação impossível está destruindo um lar, os cristãos poderão chegar a se separar. Nesse caso, deve-se manter aberto o caminho da reconciliação (1 Co 7.10-11).
& 6o. O Divórcio.
Quando casamentos falham completamente, reconhecemos que, nas palavras de Jesus, a "dureza de coração" está implícita (Mt 19.3- 8; Mc 10.5-9). Os seguintes princípios bíblicos se aplicam em relação ao divórcio:
a. Quando um dos cônjuges é cristão e o outro não é, o cristão não pode, por essa razão, divorciar-se do que não é cristão (1 Co 7.12-13), porque o amor cristão poderá redimir o incrédulo e unir o lar em Cristo (1Co 7.16).
b. A pessoa nega a sua fé ao abandonar deliberadamente o cônjuge por um tempo prolongado. Quando o abandono conduz ao divórcio, o cônjuge assim abandonado não é mais obrigado a uma ligação pelo laço matrimonial (1 Co 7.15).
c. Mesmo num casamento violado pela infidelidade sexual, os cônjuges são encorajados a trabalharem pela reconciliação. Quando a reconciliação é impossível, o divórcio poderá ser inevitável (Mt 5.32; 199).
& 7o. A Recuperação depois do Divórcio.
O divórcio sempre produz trauma. É o rompimento de um compromisso, violando assim a intenção de Deus de fazer reinar a fidelidade no casamento (Malaquias 2.13-16). Por essa razão, pessoas divorciadas deverão ser ajudadas a compreenderem e remediarem as causas do divórcio. Elas deverão procurar aconselhamento pastoral. Um aconselhamento profissional pode ser necessário. Se existirem padrões não sadios de relacionamento, os mesmos devem ser substituídos por novos comportamentos e atitudes que sejam semelhantes aos de Cristo (Cl 3.1-15). Onde houver dureza de coração, é necessário que haja arrependimento e perdão. Os alvos desse processo são a cura pessoal e a restauração à comunhão e ao serviço na igreja. A igreja precisa manifestar a sua preocupação pela família e pelos outros afetados pelo divórcio.
Os líderes que têm ministério com os divorciados precisam ser pessoas de integridade, maduras na fé e com a sua própria sexualidade sob controle.
& 8o. O Novo Casamento.
Um membro divorciado que esteja considerando se casar, ou um membro que está considerando se casar com uma pessoa divorciada deve se submeter a seguir os conselhos e a orientação da igreja.
As pessoas que se divorciaram quando não crentes não deverão ser impedidas de serem admitidas como membros por essa razão, mesmo que tenham se casado novamente. Semelhante mente, aos crentes não é proibido o casamento com uma pessoa que se divorciou. Um membro da igreja, divorciado de um cônjuge adúltero ou abandonado por um cônjuge incrédulo, depois de várias tentativas de perdão e reconciliação serem rejeitadas, poderá se casar de novo (Mt 5:31-32; 19:3-11; 1 Co 7:15).
& 9o. Os Casos Excepcionais.
Poderão surgir casos para os quais o pastor e a Junta de Oficiais não encontrem orientação específica no Livro de Disciplina. Nesses casos, o bispo deve ser consultado.
Para atender às necessidades de igrejas em países onde a lei civil impossibilita a aplicação dos itens acima nesse parágrafo, o bispo poderá implementar normas para o estado marital dos membros, compatíveis com a lei do país, consistentes com as Escrituras e de acordo com o nosso propósito redentivo.
Art. 328 - O Comportamento Homossexual
O comportamento homossexual, assim como todo desvio sexual, é uma perversão da ordem criada por Deus (Gn 1-3). A natureza sagrada do casamento e da família deverá ser preservada contra todo tipo de conduta condenada pela Bíblia (Ex 22.16-17; Lv 20.10-16; Dt 22.23-28), Assim, a Igreja Metodista Livre Internacional não reconhece a legitimidade ou participação na prática do casamento de pessoas do mesmo sexo.
1. O comportamento homossexual é contrário à vontade de Deus, como expressamente afirmada nas Escrituras (Lv 18.22; 20.13; Rm 1.26-27; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.8-10).
2. As pessoas com tendências homossexuais têm de prestar contas diante de Deus por seu comportamento (Rm 14.12).
3. A graça do perdão e da libertação de Deus em Cristo é plenamente suficiente para o homossexual (Lc 4.18; 1 Co 6.9-11; Hb 7.25; 1 Jo 1.9).
4. A igreja tem responsabilidade pessoal e coletiva de ser o instrumento de Deus para estender o amor curador e restaurador ao homossexual que procure recuperar o comportamento e estilo de vida cristãos (1 Co 2.7-8).
5. A Igreja Metodista Livre Internacional se opõe a qualquer legislação que legalize o comportamento ou o estilo de vida homossexual.
C. Da Comunhão Cristã
QUANTO À IGREJA
Art. 329 - As Características da Igreja Viva
1. A Igreja é o Corpo de Cristo no mundo. Na adoração, a Igreja se reúne para se encontrar com o Deus santo e responder em obediência e amor. Pelo seu testemunho, a igreja faz conhecidas as boas novas de Cristo na comunidade local e até aos confins da terra, chamando os perdidos ao arrependimento e à fé. No seu trabalho de fazer discípulos, os convertidos são recebidos na igreja, batizados, treinados e equipados para o serviço de Cristo. Na comunhão, o povo redimido sente a sua unidade em Cristo compartilhando suas vidas com amor e preocupação uns pelos outros. No serviço, a igreja como um corpo zela pelas necessidades dos seus membros e de outras pessoas (Mt 20.10-20; At 1.8; 2.42; 6.17; Ef 4.11-13; Ap 4).
2. A Igreja Metodista Livre Internacional dedica-se ao desenvolvimento e manutenção de comunidades de apoio mútuo, Nossas igrejas devem se caracterizar pela compreensão, perdão, disciplina e assistência mútuas, Para vivermos a comunhão cristã, precisamos conhecer uns aos outros bem o bastante, para podermos compartilhar nossas forças e fraquezas, alegrias e tristezas. Isso nos capacita a edificarmos uns aos outros na fé.
3. Quando as pessoas nascem do Espírito de Deus, elas se tornam membros do Corpo de Cristo (1 Co 12.13). Ser membro da igreja dá aos novos cristãos a oportunidade de declarar publicamente seu amor e lealdade a Cristo e à Igreja, e de identificarem-se com uma igreja local. Isso faz com que sejam parte integrante de uma comunidade que vive o amor e que lhes dá o senso de prestação de contas tão necessária para o crescimento espiritual e, através de compromisso cristão mútuo, capacita-os a realizar melhor a sua missão no mundo.
Art. 330 - A Filosofia de Membresia Preâmbulo
Em harmonia com nossa declaração de missão, que é convidar a todos que responderem com fé, a se unirem conosco como membros da igreja, e equipá-las para terem um ministério próprio", o padrão do Novo Testamento de arrependimento, fé e batismo constitui a exigência principal de membresia. Isso faz com que a membresia na Igreja Metodista Livre Internacional seja quase que um sinônimo de entrar para o corpo de Cristo. Estamos abertos a todos aqueles que Deus despertar, e os apoiamos com o poder curador e capacitador do Espírito Santo em Sua igreja. Os princípios da conduta Cristã são alvos de uma vida madura daqueles que são convidados a serem recebidos em nossa membresia.
Art. 331 - O Grande Mandamento da Nossa Comunidade
A igreja busca a santidade em seu sentido mais compreensivo de amor a Deus com todo nosso coração, alma, mente e força, e ao nosso próximo como a nós mesmos. John Wesley corretamente identificou a felicidade como o fruto da santidade; a liberdade, como o resultado de render-se a Deus; e a paz, como filha do perdão. Oramos a Deus por uma visão clara e renovada da santidade que traga a presença de Deus para perto das pessoas do nosso tempo. Esse chamado à santidade não somente reafirma nossos valores históricos, mas aumenta nossa responsabilidade para publicamente confrontar os pecados contemporâneos, quer seja o vício, o egoísmo, a maledicência, ou qualquer outra coisa que desonre o nome de Deus.
Art. 332 - Fazer Discípulos
A igreja sinceramente empenha-se na evangelização e em fazer discípulos. Somos responsáveis ao indicar o caminho da vida e da santidade. Somos zelosos em buscar o crescimento espiritual de todos aqueles que estão sob nossa responsabilidade, seja o não convertido, o novo convertido ou o cristão de longa data.
Art. 333 - O Estilo de Vida da Nossa Comunidade
A igreja apresenta nossa visão da vida cristã como a descrição da nossa vida Cristã no processo de amadurecimento detalhamente descrito neste capítulo 3 do Livro de Disciplina da Igreja Metodista Livre Internacional.
Art. 334 - Requisitos de Ingresso na Nossa Comunidade: Arrependimento, Fé e Batismo
A base de entrada para membresia em nossa igreja tem como loco o arrependimento, a fé e o batismo como as exigéncias principais. Nos esforçamos para seguir o padrão do Novo Testamento, fazendo assim do ingresso na membresia da Igreja Metodista Livre Internacional, tanto quanto possível, um sinônimo de entrada no Corpo de Cristo.
Art. 335 - Admissão na Membresia
1. As condições para membresia na Igreja Metodista Livre Internacional são:
a. Despertamento para Deus, um desejo de buscar a Deus;
b. Concordar em participar das oportunidade de crescimento oferecidas pela igreja, tais como aulas, estudos bíblicos e pequenos grupos;
c. Evidência de uma conversão genuína;
d. Cursar a classe de preparação para o batismo e ser batizado;
e. aceitação dos Artigos de Religião, do Compromisso de Membro, dos alvos para a Conduta Cristã e das questões de governo da igreja como descritos no Livro de Disciplina;
f. Dar respostas afirmativas às perguntas de admissão na membresia numa reunião pública da igreja.
2. Os passos acima citados para admissão como membro são a ordem normativa. A seqúência de alguns passos pode variar de acordo com as necessidades individuais. O propósito é permitir ao novo crente ou àquele que se transfere:
a. Identificar questões da vida e receber assistência;
b. Identificar questões teológicas/doutrinárias e obter respostas;
c. Aprender sobre a missão da igreja e expressar seu compromisso com ela.
3. Qualquer pessoa em boa relação com qualquer igreja evangélica poder ser recebida como membro, desde que preencha os requisitos de membro.
4. Os membros que pedirem demissão da igreja, sem que conste queixas contra eles na ocasião do pedido, poderão, por decisão do pastor, ser readmitidos como membros.
5. As pessoas que moram longe da igreja de onde são membros e estão incapazes de freqüentá-la, devem encaminhar ao pastor um testemunho por escrito pelo menos uma vez por ano. Os membros que se encontram nessa condição e que não escrevem, nem sustentam financeiramente a sua igreja, poderão, depois de seis meses, ter os seus nomes removidos do rol de membros.
6. Quando um membro não guarda o Compromisso e habitualmente viola seus votos de membro, é responsabilidade do pastor procurá-Io para restaurá-lo em amor. Se esse membro recusar-se a recebê-lo, o pastor apresentará o seu nome à Junta de Oficiais que decidirá as decisões a seguir.
7. As pessoas que encerram sua condição de membro por qualquer motivo exceto a morte ou transferência para uma outra igreja, deverão ter seus nomes colocados numa lista de membros inativos. Essa lista fica com o pastor e com os líderes de grupos de crescimento espiritual na esperança de restaurá-los à condição de membros ativos e à comunhão da igreja. As pessoas que constam no rol de membros inativos poderão ser restauradas à condição de membro ativo, à critério do pastor. Os membros inativos não são registrados em nenhuma estatística oficial da igreja.
8. As pessoas que encerram sua condição de membro por motivo de morte ou transferência para uma outra igreja, têm seus nomes colocados numa lista separada que é guardada como registro de ex-membros ou no rol permanente de membros.
9. Dos membros juniores:
1. Todos os membros com menos de dezesseis anos de idade são conhecidos como membros juniores. Eles não são contados no cálculo das metas financeiras. O número desses membros é relacionado numa coluna separada no relatório estatístico.
2. Eles não têm direito a voto nas Assembléias.
3. Os nomes dos membros juniores são revistos pela junta de Oficiais pelo menos uma vez por ano, tendo em vista o cultivo do seu caráter e o seu crescimento espiritual. Porém, nenhuma mudança poderá ser feita na sua condição de membro até atingir o seu décimo sexto aniversário.
4. Quando alcançarem o décimo sexto aniversário, os membros juniores devem ser recebidos ou como membros plenos, ou como membros em preparação para o batismo. Para serem admitidos para a membresia com direito a voto, eles precisam responder satisfatoriamente às questões para admissão como membros plenos diante de uma reunião pública da igreja.
5. O número de membros juniores deve ser relatado em uma coluna separada no relatório anual.
Parágrafo único: Membros Associados, Estudantes Metodista Livre Internacional e membros das forças armadas e suas famílias que estejam morando longe de casa e de sua igreja, podem receber a condição de membro associado em qualquer outra Igreja Metodista Livre Internacional. Serão dados todos os privilégios e direitos de membro, com exceção do díreito a voto. Os membros associados serão registrados num rol separado.
Art. 336 - Da Transferência de Membros
1. Somente os membros que desejam transferir-se para outra Igreja Metodista Livre Internacional ou unir-se a outra igreja evangélica, têm o direito a uma carta de transferência, e se estiverem em boa relação com a igreja, poderão recebê-la assim que fizerem o pedido.
2. Membros que desejarem transferir-se para outra Igreja Metodista Livre Internacional, devem ter uma carta de transferência do seu pastor. Quando o pastor conceder carta de transferência, deve notificar o fato pelo menos uma vez ao pastor da igreja para a qual a carta é dirigida. Essa carta de transferência tem validade de um ano.
3. Tendo sua carta em mãos, a pessoa permanecerá como membro da igreja que a concedeu, e estará sujeito a ela, até que a mesma seja apresentada a uma outra igreja que o receba como membro. Após isso, ele responderá perante a nova igreja pela sua conduta, inclusive pelo período em que esteve com a carta em mãos.
4. Será obrigação do pastor que receber a carta de transferência, notificar o pastor que a emitiu.
5. Uma carta de transferência poderá ser dada aos membros de nossa igreja que desejarem unir-se a outra denominação evangélica.
6. Membros juniores podem ser transferidos para outra Igreja Metodista Livre Internacional, pela concessão da carta de transferência pelo pastor.
D. Do Culto Cristão
PREÂMBULO
Art. 337 - Cremos que os ritos e as cerimônias da igreja devem receber o devido respeito. Não se deve, por opinião particular, desrespeitar voluntária e propositadamente os ritos da igreja à qual pertencemos. Esses ritos, não são os mesmos em todos os lugares e em todas as igrejas. Sempre houve diferenças, refletindo a diversidade de épocas, países e costumes. Por isso, reconhecemos o direito que toda denominação tem, de mudar e instituir ritos e cerimônias para a edificação de todos. Mas, que nada seja instituído de forma contrária à Palavra de Deus.
Art. 338 - O culto público em nossas igrejas mantém um equilíbrio entre a liberdade e a formalidade. A pregação é enfatizada como um meio de edificar os crentes e converter os pecadores. Todo culto público deve ser realizado na língua do povo.
Art. 339 - Da Liturgia do Culto Público
O culto principal de domingo pela manhã deve buscar quatro alvos básicos: (1) oferecer oportunidade para o louvor a Deus; (2) dar aos participantes discemimento quanto à vontade de Deus; (3) levar as pessoas a se entregarem pessoalmente à vontade de Deus revelada; (4) fortalecer o fiel para que realize a vontade de Deus. Para alcançar tais resultados, cada culto deverá incluir hinos pela congregação, leitura das Escrituras, oração pastoral, a Oração Dominical e pregação. Recomenda-se a Bênção Apostólica para despedir a congregação.
Os outros cultos devem incluir cânticos pela congregação, oração, leitura das Escrituras e pregação. Em certas ocasiões, pode-se usar o compartilhamento, a ministração da cura e outras formas de adoração. A ordem dos cultos deve evitar a rotina, oferecendo variações apropriadas, dentro das limitações de boa ordem, das Escrituras, dos rituais específicos, quando estes forem usados. Por ensino e exemplo, o pastor deve insistir na reverência e na atitude de adoração antes, durante e depois do culto.
Art. 340 - Da Música
O propósito da música no culto de adoração é inspirar e apoiar a adoração. A música vocal e instrumental usada no culto deve procurar contribuir para a reverência e a sublime adoração, e não para a exibição de talento, mesmo que esse seja excelente. Pessoas qualificadas, cujo caráter e vida demonstrem princípios bíblicos e apoiem os padrões da Igreja Metodista Livre Internacional, serão escolhidas para dirigirem louvor no culto público e para tocarem os instrumentos.
O cântico congregacional é uma parte da adoração divina na qual os presentes devem se unir. O culto de adoração deve ser planejado para que encoraje todos os membros a uma adoração significativa em conjunto. Deve-se ter o cuidado de incluir músicas de adoração que reconheçam nossa herança nas suas letras e cânticos evangélicos que consideram o estilo musical e composições atuais.
Art. 341 - Da Festa do Amor
A festa de amor é um dos aspectos mais fascinantes e menos compreendidos, dos ritos da igreja primitiva. John Wesley reintroduziu-a a milhões de cristãos modernos, para os quais a festa foi, e ainda é, um meio de graça inspirador. Historicamente, os Metodistas Livres Internacional têm observado a festa de amor pelo menos uma vez a cada seis meses.
A festa de amor se caracteriza pelo cântico de hinos, oportunidade para testemunhar, orações espontâneas e o partir do pão, simbolizando as refeições compartilhadas pelos cristãos primitivos. A festa de amor não deve ser confundida com a Ceia do Senhor.
Art. 342 - Dos Grupos Celulares e de Crescimento Espiritual
No ano de 1739, oito ou dez pessoas procuraram o conselho espiritual e a orientação de João Wesley em Londres. Pediram-lhe que passasse tempo com eles em oração e estudo das Escrituras. Assim começaram as Sociedades Metodistas Unidas. Os membros viam-se como "um grupo de pessoas com a aparência da piedade e que buscam o poder da piedade, unidas em oração, para receberem a palavra de exortação e para cuidarem uns dos outros (vigiarem) em amor, para que pudessem ajudar um ao outro no desenvolvimento de sua salvação".
Com o propósito de promover a edificação cristã e de ter uma comunhão mais íntima, as Sociedades foram divididas em classes de no máximo doze pessoas. Essas classes provaram ser um dos mais importantes fatores na continuação do reavivamento Metodista. A prática da edificação espiritual através dos grupos pequenos, sempre foi considerado fator vital para a vida da Igreja Metodista Livre Internacional.
Grupos de crescimento espiritual deverão ser formados na igreja para a supervisão cuidadosa dos membros e para conduzir os interessados à certeza do perdão de Deus em Cristo. O ideal é de ter no máximo doze pessoas em cada grupo. Um líder deve ser escolhido e capacitado pelo pastor. Os grupos devem reunirse regularmente em locais convenientes aos participantes.
As reuniões dos grupos devem ser dedicadas à oração criativa e significativa, ao estudo das Escrituras, ao compartilhamento de necessidades, aspirações e vitórias e à comunhão em amor cristão. As pessoas ainda não crentes devem ser convidadas para essa comunhão, à medida em que manifestem o desejo de aprender sobre Cristo.
Os líderes dos grupos pequenos deverão ser escolhidos cuidadosamente. Eles deverão ser membros da Igreja Metodista Livre Internacional e pessoas de fé e experiência cristã maduras. Deverão ter uma boa compreensão das Escrituras e concordar plenamente com as doutrinas e práticas da Igreja Metodista Livre Internacional.
Art. 343 - Dos Cultos Com Ordenâncias e Rituais
Os rituais são apresentados no Apêndice do Livro de Disciplina com a finalidade de promover uniformidade em certos cultos especiais realizados em toda a denominação. Contudo, o culto completo que dá o contexto no qual a liturgia apropriada é usada, é deixado a critério do pastor que o dirige. Variações apropriadas nas formas de culto poderão ser utilizadas para enriquecê-la. Exorta-se aos pastores que, em espírito de oração, façam de cada culto que envolva um ritual, um novo meio de graça aos participantes do culto.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
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